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Como cuidar do meu aquário – Parte 1

Parabéns! Você é uma pessoa privilegiada que acaba de escolher um dos hobbies mais fascinantes e inteligentes do mundo. No aquarismo você acaba aprendendo um pouco de física, química, biologia, ecologia e, dependendo de seu nível de aprofundamento no hobby, também geologia e geografia, e tudo isso com muita simplicidade. Para as crianças, o aquarismo é uma das melhores ferramentas educacionais que existe. Com ele, além de um pouco de cada assunto já mencionado, a criança aprende noções de responsabilidade e respeito aos animais.

Ao contrário do que muitos pensam, aquários não dão trabalho, não precisam ser lavados periodicamente, não precisam de trocas totais de água, peixes não morrem a cada três semanas, e é um dos hobbies com o melhor custo-benefício, ou seja, gasta-se muito menos, por muito mais. Além disso, peixes são os melhores animais de estimação para quem viaja com freqüência, tem pouco tempo disponível e tem pouco espaço em casa, pois, peixes não fazem xixi no tapete, não soltam pelos, não têm cheiro, não precisam ir ao veterinário periodicamente, não deprimem se você viaja por muito tempo, não roem sofá, chinelos nem derrubam as roupas do varal. São animais simples de serem cuidados, mas alguns detalhes são importantíssimos para o bem-estar desses magníficos seres.

Escolhendo o aquário

O aquário deve ter o maior tamanho possível, pois quanto mais água, maior a estabilidade do ambiente. Aquários muito pequenos são indicados para aquaristas experientes, pois são muito suscetíveis a mudanças bruscas, como por exemplo, temperatura e pH. Além disso, quanto maior o aquário, maior variedade e quantidade de peixes você poderá ter.

Evite colocar o aquário próximo a janelas ou em áreas exteriores onde a luz do sol incidiria diretamente sobre ele.

Existem métodos variados de montagem de aquários. Este apresentado aqui é um sistema bastante comum, recomendado especialmente a iniciantes.

1º Passo: Provavelmente você já viu, ou já tem aquelas placas pretas furadas. Estas placas são colocadas encaixadas no fundo do aquário, embaixo do cascalho. É importante que ocupem cerca de 70% do fundo.

2º Passo: Encaixe os tubos do filtro e coloque a mangueira de ar com a pedra porosa, ou a bomba submersa.
OBS: Se você possui um filtro externo Whisper dimensionado de acordo com o tamanho do seu aquário (veja mais adiante), você não precisa usar filtro biológico de fundo se não quiser. Neste caso, pule o primeiro e o segundo passo.

3º Passo: Lave bem o cascalho, apenas com água, e depois espalhe pelo aquário sobre as placas (ou sobre o fundo do aquário se não houver filtro biológico de fundo). O ideal é que o cascalho seja neutro. No Brasil, chamamos este substrato de cascalho de rio. Use uma camada de cascalho entre três e quatro centímetros.

4º Passo: Ajeite a decoração. Esse sistema, não é ideal para plantas naturais. Mas se você quiser, pode colocar algumas espécies mais resistentes. As melhores opções decorativas, são as plantas artificiais e as pedras grandes neutras, que podem ser usadas de acordo com seu gosto.

5º Passo: Coloque um saco plástico sobre os objetos decorativos e cascalho, e com uma mangueira, comece a encher com água da torneira (nunca use água mineral ou água de chuva). Se a água estiver muito turva, coloque outra mangueira esvaziando ao mesmo tempo em que a outra enche o aquário. Após alguns minutos, retire a mangueira que está esvaziando e termine de encher até três centímetros abaixo do nível da água.

6º Passo: Posicione o filtro externo atrás do aquário (veja detalhes adiante) e, com um copo, encha o filtro externo com água e ligue-o na tomada para que funcione. Ligue a bomba do filtro biológico (se houver) e certifique-se de que ela está funcionando.

7º Passo: É imprescindível que você use um produto que condiciona a água de torneira e a torna segura para peixes e plantas, pois elimina elementos nocivos como cloro e metais pesados. Use 5ml do produto para cada 38 litros de água ou 3 gotas por litro.

8º Passo: Coloque as tampas de vidro e acenda a(s) lâmpada(s) para ver como ficou.

9º Passo: Ajeite o termômetro e ligue o aquecedor se necessário. A temperatura ideal para peixes tropicais deve ficar entre 25 e 28 graus. Se puder, compre um termostato-aquecedor, que é mais prático pois controla a temperatura da água sem que você precise ligar ou desligar o aparelho.

Você pode, eventualmente fazer alguns ajustes na decoração, mesmo depois de terminada a montagem do aquário, mas lembre-se de lavar bem as mãos antes.

O período ideal de espera para colocar os primeiros peixes no tanque deve ser de quatro semanas, aproximadamente. Este é o período mínimo para que as bactérias benéficas que existem dentro do aquário se reproduzam em número suficiente para suportar o recebimento de carga orgânica (fezes, urina e eventuais sobras de alimento, etc).

Sabemos que esperar quatro semanas para colocar um peixe é tarefa árdua, já que você comprou o aquário e quer logo ver os peixinhos no aquário, mas a espera nesse período é fundamental. E da primeira vez, nunca compre mais que 3 ou 4 peixes.

Aguarde sempre uma semana para colocar mais peixes, e nunca coloque mais que 4 por vez, independentemente do tamanho do aquário. Isso garante que o ambiente não desequilibre e a probabilidade de sucesso é infinitamente maior.

Nunca ultrapasse 1cm de peixe por litro de água no total de peixes. Se desejar ter kinguios (japoneses) ou pequenas carpas, nunca mais que 1cm de peixe para cada 4 litros de água. Mas lembre-se de que esses peixes crescem rapidamente, por isso, calcule com folga a quantidade de peixes. A segunda maior causa de fracasso com aquários ocorre devido à super lotação. A primeira é o excesso de alimento.

Certifique-se de estar escolhendo bem seus peixes, e veja se não há pintas, manchas, feridas, olhos inchados ou opacos, descamações pelo corpo, caudas e barbatanas rasgadas ou opacas ou se o peixe não está muito magro. Estes podem ser sintomas de doenças. Consulte sempre seu lojista de confiança para saber quais peixes podem conviver entre si, pois algumas espécies são mais agressivas e outras apresentam necessidades químicas e físicas diferentes.

Para não ficar muito extenso, vou parando por aqui. Não perca a continuação desse artigo 😉

Fonte: Aquarismo Brasileiro

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